WCAG Samurai

Terça-feira, 26 de Junho de 2007

O que é o WCAG? Esta sigla significa “Web Content Accessibility Guidelines”, ou seja, é um conjunto de regras para assegurar que os conteúdos disponibilizados na Internet são acessíveis. O WCAG 1.0 foi publicado em 1999 e, com o evoluir das tecnologias e da própria Internet, as suas regras e recomendações estão já um pouco desactualizadas. Assim, há alguns anos começou-se a trabalhar no WCAG 2.0 que supostamente viria substituir a versão anterior e traria a devida actualização às regras e recomendações de acessibilidade.

No entanto, nem tudo são rosas. O WCAG 2.0 está ainda em fase de revisão e muitos afirmam que as regras e recomendações disponibilizadas não são fáceis de compreender porque estão escritas de uma forma demasiado genérica. Numa entrevista no Podcast UXPod, Gerry Gaffney entrevistou Gian Sampson-Wild, uma antiga colaboradora do projecto que deu um bom exemplo das diferenças de linguagem entre o WCAG 1.0 e o WCAG 2.0.

Por exemplo, na versão 1.0 é dito que “as Frames devem ter um título que as identifique e facilite a sua navegação”. No WCAG 2.0, a mesma recomendação é dita da seguinte maneira: “O destino de cada referência programática para outra unidade de entrega deve ser identificado por palavras ou frases que ocorrem no texto ou que podem ser programaticamente determinadas” (tradução livre).
Basicamente, o que se tentou fazer na versão 2.0 foi torná-la tecnologiamente neutra, ou seja, as recomendações devem ser aplicadas a vários tipos de elementos, não só aos “frames”, mas a outros elementos semelhantes que possam aparecer no futuro. No entanto, isto dificulta bastante a própria percepção das recomendações e é por isso que muitos autores desistiram do WCAG 2.0 e formaram um outro grupo, o WCAG Samurai.

A ideia por detrás do WCAG Samurai é a de criar uma Errata para o WCAG 1.0 de modo a que possamos continuar a usar essa versão do documento, mas adaptada à tecnologia actual. No passado dia 7 de Junho foi lançada a primeira versão da Errata e aqui estão as principais alterações efectuadas ao WCAG 1.0:

  • Foram eliminados termos como “evite usar…” e passou a usar-se uma linguagem mais agressiva como “não use…” ou “é obrigatório ter…”;
  • Eliminação das regras de Prioridade 3, por serem praticamente impraticáveis;
  • É obrigatório seguir as recomendações das Prioridades 1 e 2. Isto significa que é obrigatório ter código válido em todos os casos;
  • Não foram adicionadas novas regras para deficiências cognitivas. Tanto o WCAG 1.0 como o WCAG 2.0 têm falhas a este nível e o WCAG Samurai não certifica que, mesmo seguindo todas as regras, o website seja acessível para pessoas com este tipo de deficiência, como é o caso da dislexia ou outras;
  • O uso de tabelas e frames para layout é completamente banido. No entanto podem usar-se ainda iframes;
  • Fim do noscript. Todos os scripts e applets (mais conhecidos como AJAX e Flash na maioria dos casos) devem ser directamente acessíveis em vez de se usar a técnica do noscript;
  • Não devem ser usados PDFs. Tudo o que estiver disponível em PDF deve também estar disponível em HTML;
  • Todos os vídeos com som devem ter legendas ou audio descrição (dependendo dos conteúdos);
  • Entre outras recomendações que estão disponíveis na Errata.

O aparecimento desta errata é um grande passo para a melhoria da acessibilidade na web. Veremos como vai ser o futuro deste WCAG Samurai e se vamos ver os validadores automáticos adoptar estas novas regras.

35 Comentários

  1. Gravatar

    Walmar Andrade

    26 de Junho de 2007, 12:44

    Boas informações, Ivo. Não tinha conhecimento do WCAG Samurai… renovaram-se minhas esperanças quanto ao WCAG 2.0 :)

  2. Gravatar

    Dextro

    26 de Junho de 2007, 13:25

    Desconhecia mas agora vou fazer os possíveis para cumprir os requisitos do WCAG Samurai :D

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    João Martins

    27 de Junho de 2007, 00:22

    Se me permite uma nota acerca da acessibilidade nos PDFs, acho que, independentemente do que diz o WCAG Samurai, vale a pena ler o artigo de Joe Clark de 2005, reeditado no último número de A List Apart, sobre a acessibilidade de PDFs.

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    Jorge Laranjo

    27 de Junho de 2007, 17:58

    Excelente artigo Ivo.
    Mas concordo com o João Martins porque diga o que disser o WCAG por vezes o PDF é o formato indicado.

    O que não quer dizer que não se possa fazer um “parsing” do PDF para XHTML mas se o PDF for acessível… não via necessidade.

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    Ivo Gomes

    29 de Junho de 2007, 15:20

    O Joe Clark é um dos principais impulsionadores do WCAG Samurai, logo, ele é que disse para evitar o uso de PDF. No artigo na Lista Apart, ele diz a mesma coisa: O que existe em PDF deveria existir também em HTML. E se for mesmo necessário usar um PDF, então devem ser usadas tags no documento para estruturar a informação.

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    Jorge Laranjo

    29 de Junho de 2007, 15:35

    O que eu queria dizer é que é ridículo manter duas versões ainda que automáticas.
    Claro que se estiver disponível em PDF deverá estar em formato acessível.
    A versão automática poderá estar disponível mas o PDF tem um propósito diferente do XHTML.
    E só porque há um tipo que até percebe disso a dizer que deve estar disponível em XHTML então para isso não precisamos do formato PDF
    Neste ponto discordo do que ele diz, salvaguardando que o PDF deve ser 100% acessível, claro está.

  7. Gravatar

    Ivo Gomes

    29 de Junho de 2007, 16:00

    Do meu ponto de vista, o PDF foi feito para documentos impressos, ou seja, é um método de partilha de documentos mantendo a sua formatação original, mas são documentos que estão formatados para impressão e não para leitura num site.

  8. Gravatar

    Jorge Laranjo

    29 de Junho de 2007, 22:25

    Embora concorde que o PDF tenha sido feito com o propósito da impressão já havia também o “post-script”.
    Acho que o PDF é uma forma de ter um documento devidamente formatado e pronto para impressão, com a vantagem dessa impressão ser igual em qualquer lugar onde se abra esse PDF.
    Mas o PDF tem outras vertentes desde suportar links.
    Numa época em que se diz para poupar papel acho que o PDF é um bom formato para ler documentos no ecrã (desde que com um bom monitor).

    Assim, se tenho um documento de várias páginas em PDF será viável fazer o “parsing” para XHTML se o PDF já foi acessível?
    É que até o Google pesquisa dentro de PDFs.

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    Gaspar

    2 de Julho de 2007, 00:18

    Eu acho que o PDF nunca irá ser melhor do que uma página em HTML para ser lida online.

    Sem me debruçar muito sobre o assunto não temos o controle do tamanho do texto, a navegabilidade é limitada, controle de imagens, actualização do conteúdo.

    Agora também sei que o PDF tem numerosas funções que o HTML NUNCA vai ter.

    Por isso também acho quase todos os PDFs online devem ter uma alternativa em HTML.

  10. Gravatar

    Jorge Laranjo

    2 de Julho de 2007, 02:04

    Atenção que o que é dito é que Tudo o que estiver disponível em PDF deve também estar disponível em HTML;

    O que eu digo é que nem tudo o que está disponível em PDF tem necessariamente de o estar em XHTML.

    Imaginemos que temos um formulário em PDF (100% acessível e para ser preenchido e enviado por e-mail e/ou correio normal).

    Será licito exigir que seja produzido o mesmo formulário em XHTML apenas e só com o intuito de cumprir as regras?

    E se o importante for imprimir e enviar por correio? (pode haver muitas justificações para isto e muitas mais para que tal não seja necessário).

    O que eu quero afirmar é que é muito mais complicado do que pode parecer, IMHO, exigir que os PDF estejam acessíveis em XHTML.

    Em minha opinião os PDF devem ser 100% acessíveis. Quanto à questão de estar disponível uma versão XHTML dependerá sempre do caso. Não fará, obviamente, sentido manter um site baseado em PDFs. Mas só porque estão disponíveis alguns PDF e desde que estes sejam acessíveis não vejo razão para a versão XHTML (que poderá ser complicada de manter).

    É que os sites não são “fabricados” e depois ficam estáticos. Mudam de conteúdos e muitas vezes a pessoa (ou equipa) que os gere não está sensibilizada para a acessibilidade.

    Uhm, ou estarei a ver mal a questão?

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    Gaspar

    2 de Julho de 2007, 10:57

    Eu quando disse “quase” tudo pensei nesses PDFs tipo formulários onde tu podes gravar o PDF para o disco e preenche-lo e posteriormente enviar. Também existe o caso dos relatórios e outros com muito gráficos. E existem N funções que poderás usar com o PDF em que não conseguirás o mesmo desempenho com o (X)HTML.
    Agora tipo o anteior formulário poderias ter uma versão em (X)HTML e possibilitar o envio dos dados.

  12. Gravatar

    Jorge Laranjo

    2 de Julho de 2007, 11:04

    No que diz respeito a formulários: valerá a pena (será viável financeiramente) colocar online um formulário interactivo se esse mesmo formulário já estiver num PDF e o PDF for acessível?
    Claro que falo de formulários que estarão online durante relativamente pouco tempo, porque se fosse para o “longo prazo” então seria viável colocar o XHTML. Mas no curto prazo e até mesmo médio prazo, será viável?

    Depende! Da complexidade do formulário, por exemplo.

  13. Gravatar

    Gaspar

    2 de Julho de 2007, 11:13

    Financeiramente! Bom para mim que quisesse que pelo menos 10 pessoas preenchessem o tal formulário era o suficiente para justificar a criação do formulário em (X)HTML.
    Não seu que despesas poderás vir a ter com um formulário? Não te é assim tão dispendioso.

    Eu fazia a pergunta ao contrário valeria a pena colocar o formulário em PDF, preencho o formulário em uns minutos? terá o utilizador alguma vantagem em gravar para o disco? Poderei utilizar fácilmente os dados recebidos pelo PDF. Será este acessivel a todos os utlizadores?

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    Jorge Laranjo

    2 de Julho de 2007, 11:20

    Não te custa nada, criar o formulário se não tiveres uma empresa a sério.
    Mas se tiveres de deslocar um designer para o desenhar (partindo do principio que o formulário não está desenhado e nem tem “CSS”) e um programador para dizer à framework que mostre o formulário e o valide, acho que isso já representa custos, pois essas pessoas vão estar a fazer essa tarefa e não outra qualquer.

    Claro que se for em “casa” e ao estilo “amador” não custa nada… ou assim se pensa.
    Na vida real isso já não é bem assim e cada hora tem de ser rentabilizada ao máximo.

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    Gaspar

    2 de Julho de 2007, 12:59

    Sim mas penso que o mesmo se passa com a criação de PDFs formulários minimamente acessiveis. Depois desses formulários vais criar uma base de dados? Tens modo de extrarir a informação do PDF de um modo rápido?

    Um formulário simples a acessivel não custa muito a criar, existem N scripts que fazem a devida validação.

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    Jorge Laranjo

    2 de Julho de 2007, 13:12

    A questão é que se o PDF já existir porque haveremos de criar um XHTML?

    Outro problema seria a integração de scripts que andam na net. Mais uma vez, a integração desses scripts custa tempo ao programador.

    A questão que coloco é: se existir um PDF acessível então porque criar uma versão XHTML se isso não se mostrar financeiramente viável?

    E extrair dados de PDF desde que ele esteja bem feito (ou via submissão) é trivial. Mais uma vez digo: se tais operações já estivessem previstas no PDF porque criar uma versão XHTML?
    Então seria melhor criar a versão XHTML e apagar a PDF mas por vezes o PDF é o melhor formato.

    É por isso que não se pode dizer “sempre” mas sim “quase sempre” quando se refere a necessidade da existência de uma versão XHTML de um documento PDF, IMHO.

  17. Gravatar

    Gaspar

    2 de Julho de 2007, 14:07

    1º ponto estou de acordo contigo não será sempre mas quase sempre e este “quase sempre” seria quando um PDF for mais mais eficiente (segurança, navegabilidade, acessibilidade, etc). O que eu não consigo encontrar não quer dizer que tal não exista.

    Claro que quando comparo uma página em (X)HTML e um PDF parto do principio que ambos tem foram criados com o o mesmo nivel de acessibilidade, etc.

    A implementação de um formulário é dispendiosa! também a do PDF! e este último secalhar ainda é mais!?

    Mas podemos ficar a discutir eternamente sem chegarmos a nenhum consenso.

    Terminando eu concordo que talvez não se deva usar o “sempre” mas para isso terás conseguires criar ujma solução em PDF com todas as garantias de uma página (X)HTML. E se mesmo nestas não consegues garantir uma eficiencia a 100% nos PDF muito menos.

  18. Gravatar

    Jorge Laranjo

    2 de Julho de 2007, 14:12

    “E se mesmo nestas não consegues garantir uma eficiencia a 100% nos PDF muito menos.”

    Não concordo. Até acho que é bem mais fácil conseguir a acessibilidade total nos PDF do que no XHTML. Isto porque o XHTML foi feito para documento e não tanto para design. E é por isso que ainda temos problemas de acessibilidade… ou pelo menos isso ajuda à festa.

    BTW: HTML já não se usa (says W3C). É por isso que escrevo XHTML e não (X)HTML.

    E sim, podemos ficar a discutir eternamente que nunca vamos chegar a uma conclusão simplesmente porque a solução (PDF/XHTML) depende do problema a resolver e do que já existe feito.

  19. Gravatar

    Gaspar

    2 de Julho de 2007, 14:39

    HTML já não se usa! Tás redondamente enganado! Podes ver que o grupo de trabalho HTML da W3m podes dizer que foi abandonado até ao início deste ano mas o HTML 5 está a ser pensado agora, assim como o (X)HTML 2. Existem muitas divergencias e falhas com o XHTML para o HTML morrer.

    Quanto á acessibilidade no PDF e (x)HTML já criei formulários em PDF há uns anos e não é tão fácil, reparei que o CS2 incorpora uma ferramenta nova somente para PDFs (não experimentei) mas garanto-te que sem saberes muito com o dreamweaver ou mesmo frontpage
    basta seguires 2 ou 3 regras básicas e tens um formulário totalmente acessível.
    E sim o HTML assim como o (x)HTML são meramente estruturais para o design ou apresentação tens o CSS.

    O design de pouco serve para a acessibilidade pode ajudar nalguns casos mas mais a nível de usabilidade, pois normalmente se uma página estiver bem estruturada não é preciso nenhum design, basta simplesmente o HTML. Bom e nesta troca de argumentos não me posso aprofundar muito, pois a nível de criação de PDFs a minha experiencia é fraca agora a nivel de CSS/(x)HTML trabalho há mais de 5 anos e neste momento ocupa-me 2/3 do dia.

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    Jorge Laranjo

    2 de Julho de 2007, 14:50

    O HTML5 ainda não é definitivo logo continuo a ter razão: O HTML já não se usa, pelo menos até sair o HTML5 (se sair).

    Dream-quê? Ah, isso da Adobe. Não sei, não uso. Não uso ferramentas Adobe para ter acessibilidade. Não preciso.
    O design, a meu ver, serve muito na acessibilidade. Ninguém quer um site, documento, seja o que for feio. E o desenho também ajuda na acessibilidade até porque, IMHO, a acessibilidade anda de mão dada com a usabilidade.

    PS: Não vamos medir os anos em que cada um anda a fazer o quê pois não?
    Primeiro porque a experiência não é “ao quilo” e depois porque nesse campeonato sou bem capaz de ganhar… o que seria irónico, quando muito.

    Acho que o assunto que começou a troca de “comentários” está finalizado, portanto este não é o local ideal para este tipo de discussões… digo eu.

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    Jorge Laranjo

    2 de Julho de 2007, 14:53

    BTW, quando falo em HTML refiro-me ao HTML 4. O HTML 5 ainda não existe com a sua forma definitiva (e longe estará de o ser…)

    Portanto a não ser que esteja a ver mal as coisas, HTML já não se usa (até ver).

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    Gaspar

    2 de Julho de 2007, 15:01

    Também acho este não é o local indicado para discutir este assunto.

    Apesar de achar estas discussões enriquecedoras e é com este intuito que participo nas mesmas.

    Espero noutra altura num lugar mais apropriado possamos discutir este aprofundar este assunto. Garanto-te que vou insvestigar um pouco mais a acessibilidade nos PDFs.

    ps.
    Quanto ao HTML acredita que se usa e cada vez mais gente vai renunciando ao (x)HTML.

  23. Gravatar

    Jorge Laranjo

    2 de Julho de 2007, 15:07

    Tens o link para a minha homepage e tens lá o contacto. Podemos continuar esta troca de ideias via e-mail.

    PS: Desculpa lá Ivo por termos invadido assim a tua “casa” na web :)

  24. Gravatar

    Ivo Gomes

    2 de Julho de 2007, 15:58

    No problem. As discussões são sempre boas quando as duas partes têm pontos de vista diferentes e tentam explicá-los educadamente. Quando se começa a baixar o nível é que é pior.

    Vou só dar a minha opinião sobre o XHTML vs. HTML: Não acho que o HTML já não se use, antes pelo contrário. Aqui há 1 ou 2 anos o XHTML estava na moda, mas rapidamente está-se a voltar ao HTML 4 Strict em vez do XHTML. Isso prende-se com o facto do XHTML não suportar grande parte das funcionalidades de XML para as quais ele foi desenvolvido e porque vários browsers (IE) não reconhecem o mime/type XHTML. Assim estás a servir XHTML mas estás a dizer ao browser que o mime/type é text/html (http://hixie.ch/advocacy/xhtml). Ora, isso assim não faz sentido.

    Tens aqui mais algumas razões porque não se deve usar (ainda) XHTML: http://codinginparadise.org/weblog/2005/08/xhtml-considered-harmful.html

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    Jorge Laranjo

    2 de Julho de 2007, 16:21

    Mas fará sentido ter tudo pronto para o XHTML para quando ele for suportado? A este ritmo não vejo o XHTML a ser suportado mas pelo menos o código já estava conforme… É um pau de dois bicos. Tenho usado XHTML e servido como HTML, sim mas não será melhor para o futuro ter isso assim pronto?

    A W3C não está a ajudar com estas lutas internas.

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    Gaspar

    3 de Julho de 2007, 11:54

    Completando a informação desta discussão.

    A primeira recomendação XHTML completa foi publicada no início de 2000. Contudo devido ao maciço legado do conteúdo Web, baseado em variações do HTML, os fabricantes de navegadores começaram vagarosamente a adotar o XHTML. Isto resultou em pouca motivação para os desenvolvedores de conteúdos adotar o XHTML em seu ambiente tradicional de desenvolvimento. Expoentes das comunidades de desenvolvedores e de design apelaram ao W3C para a necessidade urgente de uma revisão dos seus compromissos com o HTML

    A primeira coisa que você deve saber é que o Internet Explorer 6 (e versões anteriores) não suporta XHTML. Ponto. Na verdade ele nem chega a suportar o HTML completamente. Seu XHTML funciona bem mesmo sendo enviado como se fosse HTML porque você aprendeu a escrever XHTML cumprindo as regras descritas no apêndice C da especificação do XHTML 1.0, mesmo que inconscientemente.

    O apêndice C define as regras de compatibilidade entre XHTML 1.0 e HTML 4.01. São as regras que você deve seguir para poder enviar seus documentos XHTML como text/html e assegurar que os UAs atuais consigam renderizá-lo a contento.

    O XHTML provou seu valor em outros mercados como o mercado de dispositivos móveis, em aplicações empresariais, no lado do servidor e em um crescente número de aplicações Web tal como os software para Blogs. Por exemplo: O Grupo de Trabalho para Práticas Web para Dispositivos Móveis, incluiu o módulo XHTML Basic como uma pedra angular nas Boas Práticas para Web Móvel porque softwares rodando com memória reduzida suportam aquele módulo. O mercado para XML é vasto e está crescendo, assim o W3C definirá a sintaxe XML para o novo HTML como complemento a sintaxe HTML tradicional.

    Pelo que eu vejo pela web fora existe muitas dúvidas, entre os experts, acerca se é correcto ou não usar o XHTML enquanto txt/html.

    Eu por vezes uso outras não depende se pretende usar alguns atributos ou não.

  27. Gravatar

    Jorge Laranjo

    3 de Julho de 2007, 12:29

    Já agora deixo um link para um artigo que compara as diversas versões do HTML e XHTML.
    Espero que seja útil.
    HTML elements index

  28. Gravatar

    ponto

    3 de Julho de 2007, 22:39

    ui candidatos a marcadores no browser (:

  29. Gravatar

    Dextro

    3 de Julho de 2007, 22:50

    Quanto aquele link que o Ivo deixou aqui nos comentários preciso de deixar uma resalva: Não vejo porque é que os iframes continuam a ser tão importantes? Não é possível fazer o mesmo com CSS e a propriedade overflow? AJAX serve para renovar o conteúdo…

    Claro que com tanta gente a alegar a redundância que que não se deve usar XHTML porque ainda não é muito usado vai manter as coisas como estão…

    Eu pessoalmente gosto do XHTML, tudo o que obrigue um web developer a ter de abrir e fechar os elementos tal como em qualquer linguagem de programação é bom a meu ver, mesmo que pareça ser algo picuinhas.

  30. Gravatar

    Ivo Gomes

    4 de Julho de 2007, 08:59

    A única diferença entre o código que escrevo em HTML 4.1 Strict e XHTML é não usar o “/>” no final das tags que não têm a correspondente tag de fecho. Fora isso, só muda o DOCTYPE e mais nada. Assim posso facilmente mudar de HTML para XHTML sem grandes dificuldades. A maior parte das regras usadas no XHTML podem ser aplicadas no HTML.

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    Gaspar

    4 de Julho de 2007, 09:57

    Eu pessoalmente não gosto muito do AJAX quando este é usado para meramente renovar conteudo, enquanto conteudo. Caso este meramente sejam mensagens de aviso ou informação que não constitua o nucleo central da informação.

    Penso que não justifica o uso de AJAX somente para renovar informação sem o reload da página. Penso que isso já se fazia nos anos 90s via framesets.

  32. Gravatar

    chulapa

    19 de Julho de 2007, 15:10

    nossa, d+ o seu blog, muito conteudo bom e como sou da area da informatica entao, um prato cheio…um abraco e muito sucesso pra vc parceiro

  33. Gravatar

    MAQ

    31 de Março de 2008, 18:05

    Bem, amigos, eu utilizo o HTML strict em um site e o XHTML em outro, ambos strict. A vantagem para mim que sou cego de utilizar o XHTML strict é que ele aponta erros de acessibilidade, como a ausência do atributo alt, a presença de targets na validação do markup do W3C… já facilitando a coisa para nós cegos. Quanto ao Samurai, quase esquecido nos comentários, quando é dito para não se utilizar a prioridade 3 do WCAG 1.0, tem-se de tomar cuidado em se ler todo o documento para se entender que existem muitas ressalvas em que se utiliza tal prioridade. Um exemplo é que no elemento htm a utilização do atributo lang deve ser usado, menos quando a página possua inúmeros idiomas e não se consiga definir qual deles é o heterogênio para ser utilizado. A colocação do idioma no atributo lang é importante para as abreviações do display Braille. Mas isso é uma outra história que daria um tutorial por aqui! De uma forma geral o WCAG Samurai vem preencher uma lacuna já há muito vazia e reavivar o implemento de acessibilidade no desenvolvimento de páginas, usabilidade e arquitetura da informação dos sites. Abraços acessíveis a todos… HTML e XHTML zeiros da web!

  34. Gravatar

    Ivo Gomes

    4 de Abril de 2008, 17:30

    É sempre bom ter comentários de pessoas que infelizmente sofrem na pele os problemas de acessibilidade dos sites. Só o facto de testarmos as nossas aplicações e websites em sistemas automáticos e tentarmos ao máximo ter todos os cuidados com a acessibilidade por vezes pode não ser suficiente.

    É com utilizadores reais que vemos realmente que o nosso trabalho pode fazer a diferença.

    Obrigado @MAQ :)

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  1. Acessibilidade e o WCAG Samurai » Revolução Etc | 18 de Agosto de 2007, 21:36
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Sobre este Artigo

 

Sobre o Autor...

Ivo GomesIvo Gomes tem 29 anos e é licenciado em Ergonomia pela FMH. Durante o curso especializou-se em Ergonomia de Sistemas de Informação e actualmente trabalha como Consultor de Usabilidade na log onde ajuda a desenvolver soluções web centradas no utilizador.

É sócio da Associação Portuguesa de Ergonomia, da Usability Professionals Association, e sócio fundador e membro do Conselho Directivo da Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade.

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