Soluções web centradas no utilizador
Sexta-feira, 14 de Julho de 2006
Fiz ontem, no I Encontro de Design Multimédia de Coimbra, uma apresentação sobre Soluções Web Centradas no Utilizador.
Fundamentalmente, nesta apresentação dei uma pequena introdução sobre o que são soluções centradas no utilizador e quais as suas vantagens. Depois dei alguns exemplos de algumas técnicas e metodologias que envolvem utilizadores para o desenvolvimento de aplicações web, nomeadamente:
- Focus Groups
- Inquéritos/Questionários
- Entrevistas com os utilizadores
- Card Sorting
- Prototipagem em papel
- Wireframes
- Testes de usabilidade com utilizadores reais
- Avaliação subjectiva
As apresentações dos outros oradores foram bastante boas e notou-se que havia uma clara diferença entre os que defendiam mais a usabilidade e os web standards (eu, o Filipe Tavares e o Carlos Alves) e os que defendiam mais o design como uma arte e forma de inovar (Adriana de Barros e Nuno Martins).
São diferenças que vão continuar sempre a existir nesta área porque cada um pode e deve escolher a área que mais lhe interessa e satisfaça. No entanto houve um pequeno mal-entendido entre mim e o Nuno quando eu disse que pessoalmente não gostava de fazer um site todo em Flash, mas sim, usá-lo apenas quando é estritamente necessário em situações em que é preciso um nÃvel de interactividade muito grande com o utilizador. Além disso, eu disse que começa a notar-se uma tendência para ser o próprio utilizador a fazer a arquitectura da informação dos sites através da sua participação neles (usando tags, comentários, partilhando informação), e o Nuno percebeu que eu estava a dizer que já não eram precisos designers.
No entanto, ao almoço falei com ele e expliquei-lhe que não era bem isso que eu tinha dito, mas sim que é claro que precisamos de designers para desenharem os sites, mas que tinhamos de ter em conta que o utilizador é que vai fazer a arquitectura de informação e o site tinha que estar preparado para isso.
Eu não sou designer e apesar de por vezes fazer também a componente de design dos sites, preferia ter uma pessoa criativa comigo para me ajudar a passar os wireframes para algo mais apelativo esteticamente. É por isso que precisamos dos designers e todos devemos trabalhar em equipas multidisciplinares para que o resultado final vá de encontro às expectativas e necessidades dos utilizadores.
Os slides
Tal como prometido, deixo aqui os slides da apresentação, em formato PDF, para quem estiver interessado:
Soluções Web Centradas no Utilizador | PDF (5,7 Mb)
PS1: Neste evento tive a oportunidade de conhecer pessoalmente muitas pessoas e entre elas destaco o Carlos Andrade (Destakes, ITJobs) e o André (presença assidua nos comentários aqui no blog). Um abraço aos dois e a todos os que também estiveram presentes.
PS2: Abraços e beijinhos (conforme aplicado) à organização do evento e espero que para o ano haja mais
Ivo Gomes tem 30 anos e é licenciado em
José Castro
14 de Julho de 2006, 09:38
Ouvi dizer que até foste entrevistado pela TV
Sim senhor…
Antonio Pratas
14 de Julho de 2006, 10:21
Foi uma óptima apresentação Ivo, e irá ser um PDF de referênica daqui em diante
E de facto aquele debate acerca do uso do flash seria interessante de continuar um pouco mais, para que todos pudessem perceber as diferenças e os casos a que se aplica um site em flash, pois acho que a ideia que ficou era que o flash pertencia ao “dark side” da usabilidade e não devia ser usado, muito devido à impulsividade do Nuno, que digo já que achei um óptimo designer com trabalhos muito bons.
No geral, foi um óptimo dia de encontro, obrigado pela participação
Arti
14 de Julho de 2006, 10:41
Extraordinário, sem dúvida.
Tiveram todos muito bem, intervenientes e organização que além de estrutura muito bem conseguida, recebeu todos de braços abertos e com um enorme sorriso.
PARABENS
Durante o almoço no meio daquele calor tive um tempinho para repensar as notas e pensar nos assuntos, dei por mim a pensar nas aplicações web centradas no utilizador e WEB 2.0 e na importãncia do utilizador na web 2.0.
Se o google tinha o lema
O novo lema que me surgiu para a WEB é SÊ BOM e generoso.
Como o Carlos Alves falou da Web 2.0 e da importãncia do utilizador, este escolhe o que quer ver e não quem cria que diz o que ele deve ver.
Ou seja o utilizador tem mais poder, como tanto o Ivo e o Filipe mencionaram, aplicações web centradas no utilizador, mas noutra vertente (mais ou menos), nós damos lhe mais poder de escolha sobre os conteúdos, em contrapartida pedimos-lhe uma coisa, que ele ajude a resolver um dos maiores problemas da web nestes tempos. Excesso de informação desorganizada.
Podemos ver isso no flickr.com, http://del.icio.us, http://digg.com, amazon.com, ebay.com em qualquer em vemos que se centram no utilizador e nas suas capacidades. E procuram dar-lhe o que eles querem e no fim o que eles pedem em troca, sem falar nos lucros do ebay e amazon, eles pedem que os seus utilizadores os ajudem a categorizar e avaliar os conteúdos.
Exemplos, o del.icio.us nós temos um dos maiores directórios devidamente avaliados e categorizados, o digg temos as notÃcias, no flickr temos imagens, no ebay temos os vendedores e na amazom temos os produtos. É um começo para resolver o problema da organização da informação, que é o que mais se procura neste momento, podemos ver pela importâcia dada ás tags personalizáveis do XML ao microformats do CSS e por aÃ.
Espero não ter alongado muito, mas queria mencionar isto pois foi devido a eles que me deu para pensar nisto.
Brevemente espero aprofundar mais este tema.
P.s.
,
Ivo algo se passa com as tags, ou tens limites de links nos comments? com ” não dava com ‘ ficava com o endereço do artigo a antecer o link
Cláudio Franco
14 de Julho de 2006, 10:44
Flash é o Dark Site da Usuabilidade? Porquê?
Acessibilidade ainda entendo :\
Antonio Pratas
14 de Julho de 2006, 11:03
lol, não estou a dizer que o é, foi a ideia que transpareceu devido à reacção do orador Nuno Martins aos comentários do Ivo e do Filipe Miguel Tavares acerca dos problemas de acessibilidade do Flash, por exemplo por excluir as pessoas com deficiencias visuais, que não têm possibilidade de consultar sites em flash pois os screen readers não lêm swf’s. No entanto acho que Flash serve um propósito diferente e que irá continuar a ser utilizado, e talvez no futuro jà haja alterações no flash para o tornar mais acessÃvel, neste e noutros aspectos.
Dextro
14 de Julho de 2006, 11:52
Bem eu devo dizer que também sou um pouco anti-flash e que prefiro mil vezes um site sem ele. Isto é muito motivado por eu gostar de usar o teclado para navegar muitas vezes em sites o que me atrofia um pouco no flash… É verdade que um site bem produzido funciona bem com teclado mesmo em flash mas não é a mesma coisa… Quero poder copiar citações de partes de texto, quero poder olhar para o HTML na tentativa de aprender a fazer um efeito engraçado que vi… Em flash isto não é possivel.
NO ENTANTO acho que o flash é uma excelente ferramenta de entertenimento na web e mesmo como forma de arte. Acho mesmo que muitos sites em flash poderiam ser expostos como autenticas obras de arte ao lado de livros ou pinturas mas ainda falta muito para a “arte digital” ser levada a serio (já faltou mais no entanto).
De resto acho que a interacção entre web designers e web developers tem der ser bastante elevada porque, como eu noto na pele, é muito facil a um designer criar algo bonito e pouco utilizavel e também é muito facil a um developer fazer algo muito utilizavel e correcto mas feio (então eu sei perfeitamente como fazer este ultimo
)
SN
14 de Julho de 2006, 12:35
O principal problema da visão “design como forma de inovação” é que raramente os “inovadores” testam as suas inovações.
Não basta dizer que “um popup aqui ficaria bem porque é inovador”. É necessário testar e ver se a inovação foi no sentido positivo ou negativo.
A única referência que muitos designers têm é a sua própria.
Bruno Santos
14 de Julho de 2006, 13:40
Parabens ao Ivo pela sua apresentação.
Em relação à discussão que se levantou. Flash e XHTML( entenda-se por não flash
) tem areas de uso um pouco diferentes. Sim eu sei que ambos são usados na net. Não é isso 
Enquanto se calhar um portfólio de um artista, uma apresentação de um espetáculo tem muito mais a ganhar com um site feito em Flash, a interactividade, o show off, uma web application, sei lá tipo basecamp ou mesmo o gmail, tem tudo a perder com o flash. O Flash por enquanto não é para todas as pessoas. Posso dar o exemplo dos users de linux, que ainda, infelizmente tem problemas com a visualiação de páginas em flash 8, e mesmo as versões anteriores, por vezes quase que levam cpu ao máximo.
Ou seja, Flash e XHTML podem-se complementar em certos casos, mas num caso em que é estritamente necessário alcançar o maior número de pessoas, nunca usaria flash como a tecnolgia principal para o desenvolvimento da página web.
Alexandre
14 de Julho de 2006, 15:05
Infelizmente não tive oportunidade de ver o Ivo a falar, era uma das razão pela qual ia. Gostei do Workshop do Eng. Filipe, já no final. Infelizmente a Adriana não muito eloquoente na sua apresentação e aquele final…bem…Tive pena de não falar com o Ivo, com o Carlos ou o Filipe, mas a sua presença encheu-os de estudantes no Coffee Break.
Quanto a Flash ou XHTML são tudo váriaveis dependentes do projecto, nunca será linear a escolha no que toca ao uso das tecnologias.
Bem hajam aos três escuteiros e aos restantes espectadores
Nuno Martis
14 de Julho de 2006, 16:50
Boa tarde.
Daqui é o Nuno Martins (um dos oradores da conferência). Antes demais quero dar o parabéns por este fórum. De facto, e infelizmente, hoje em dia é raro ver um fórum, como este, onde se consiga discutir livremente e respeitando a ideias de cada um.
Em relação à ferramenta que usamos para construir os nossos projectos de multimédia (on-line ou off-line) penso que acima de tudo, é necessário que a encaremos como tal e sem receios. Acima de tudo, devemos fazer uma avaliação do problema: analisar, discutir e, por fim, procurar a melhor solução. E essa solução deve, quanto a mim, ser a melhor resposta no PRESENTE. Uma das muitas queixas que ouço actualmente, por parte dos clientes, é as más experiências devido a promessas de ambiciosas funcionalidades (muitas vezes, muito maiores daquelas que o cliente deseja) que fim se constata que não funcionam. Será que isto não se deve a uma obceção com o tal FUTURO? Na obceção perfeitamente descontrolada de queremos estar sempre “mais à frente”? Não será melhor vivermos e saboreamos um pouco o presente?
Para além disso esta relação, por vezes dificil, entre o Web designer e o Engenheiro (ou Web developer) deve ser encarada e assumida como algo cada vez mais necessário. As exigências do mercado assim o exigem. E sobretudo é importante que cada um perceba o seu papel e que tenha a lucidez de entender aonde está o seu potencial e, sobretudo, os seus limites. É evidente que a fronteira é muito ténue, daà existirem por vezes os tais conflitos. Mas isto é algo que existe e certamente continuará a existir, tal como a já clássica a relação entre o Arquitecto e o Engenheiro Civil.
Parece-me também importante, que se perceba o que significa “Design”. Como tive oportunidade de afirmar na conferência, ao contrário do que muitos pensam, o Design não é fazer “coisas bonitas”. O Design procura dar resposta a problemas, vivendo, quanto a mim, mais da razão do que da emoção, e mais da transpiração do que a inspiração. Para além disto, um dos principios que sempre defendi é interdisciplinariedade: a harmoniosa convivência com a várias áreas do saber.
Como reparam, não falei no Flash. De facto, não acho que seja necessário aumentar ainda mais o ego deste programa criado pela Macromedia e comprado recentemente pela Adobe. Acreditem que ele tem bom feitio e não faz mal a ninguém.
Obrigado a todos e mais uma vez parabéns pelo forum.
Nuno Martins
Adriana de Barros
14 de Julho de 2006, 21:08
Hello to all,
In relation to the whole nonsense about developers vs designers, I didn’t go into a big debate over this on stage purposely–I see no point to the discussion. From experience I realize we won’t get one conclusion but various opinions. What is good, what is not… a debate that will vary person to person and programmer to designer. This has been going on for years on forums, and a creatives tends to defend the creative person and their principles of design, and the developer defends the ideals of a developer. A) Developers and designers have distinct professions with different views and personalities (many times opposite personalities/ways of visualizing their logic, that of course there are different opinions on the same subject)—but in practice both have to work as one, as a team. And that is what I believe and I respect others (coders of course), and therefore see no means to insult someone’s profession; which Ivo may have been misinterpreted, but I also interpreted his message about Flash and designers as Nuno did and didn’t like it.
Also “Flash not being popularâ€?, I don’t know what sites you view, but if they’re from technical people…I’m sure you’ll see blogs and simplified sites with CSS. I have met Jeffrey Zeldman who is one of the founders of web standards (having published many articles on Alistapart), and I never once heard him say anything directly to designer about using flash or banning it, or that it isn’t popular. You see good design and you see bad, the same with code. Zeldman has his ideals, and we had a nice discussion once, and we both respect each others work. Flash is a tool like other tools, and it serves a purpose for ‘some’ projects, and maybe one day Adobe will improve it to be more accessible to disabled people. These companies create the software, and we hope they can improve it too. If Adobe bought Macromdia, a millionaire investment, you better believe Flash is popular. Additionally, I’ve seen plenty of coders who don’t even address disabled people on their sites or even test, so, and even the whole web standard issue, please read this article for a different view on the matter: http://www.alistapart.com/articles/tohellwithwcag2 (not all you see is what it is with standards unfortunately, I wished we lived in a perfect world). I’m many times amazed with why we are going against the wind, when we should unite without all this judgement.
I seem to have not been eloquent to Alexandre, not sure if it was a language issue for you, however maybe next time you’ll find me more eloquent when I bring a 2nd bunny. The point of my final part is that in the middle of code and design (formal presentations), we can still have room to laugh and have fun as a community. Needless to say it was entertainment to break up some of the stiffness of the atmosphere, which most of the audience appeared to enjoy. We definitely cannot please everyone, but only present what we do and what we are good at. Some of the audience was more code interested, another part interested in web design, and some with both topics. I thought the other presentations in relation to web standardization were appropriate. And even I have my own opinion about this topic but don’t see a need to say something isn’t good to someone who apparently knows code and is good at it. I am open to ‘open minded’ comments that improve designers and coders. I am always looking for ways to improve and also help others too. We cannot all learn at the speed of light, but many of us still try to conform to standards for content viewing, at least try are best to keep up with the fast pace technology. Design is getting your message across (a product, brand, project mission, etc.), and without people seeing it, it wouldn’t get anywhere. I can’t understand why some developers (not all of course) tend to think only one coding language is good and all else sucks. I’ve encontered this often, and yet I find that rather annoying, and nor do I want to try to understand it. Nuno and I are not Flash fundamentalists, I do CSS, AJAC, Flash… my store site was not even Flash, which I told my client I can do pretty, but to sell we’re not using flash for this project. I think before I do something. I keep focused with the needs of a project: clients, users, functionality, and site platform. The point is designers and coders fail, even the biggest companies make mistakes, and nothing is 100% perfect. We all have room for improvement, many of us, ‘creatives’, ARE fully conscious of functionality and usability, and try to improve our work. I’ve met many developers who don’t think about client needs or functionality but just money, so there is much in debate if we want to put this on the table. And I’ve seen many designers who just think pretty and that is what they call design but this is not design.
Above all I think Ivo probably chose the wrong words to express what he wanted to say, and so we’ll leave it at that. As long as everyone knows that we need both coders and designers working efficiently as a team…then I’m sure we’ll do amazing work on the Internet and resolve many on-going issues.
-Adriana
Alexandre
14 de Julho de 2006, 21:30
Tive oportunidade de falar com a Adriana à algum tempo atrás, 6 anos, talvez, sobre o site Scene360. É verdade, infelizmente a apresentação não me agradou alguns aspectos, mas adorei o site e acho que fez um óptimo trabalho com ele, sinceramente.
Não pretendia ofender a Adriana, até porque à seis anos atrás foi ela que perdeu o seu precioso tempo a responder a um jovem estudante com muitas perguntas.
As minhas sinceras desculpas Adriana.
O Flash é tão usável como o XHTML, note-se que um terá de ter mais trabalho que o outro para que isso aconteça, mas será sempre dependente do projecto.
Arti
14 de Julho de 2006, 22:11
Tão usável não me parece depende da definição de usável. Eu pessoalmente não costumo trabalhar com Flash já o fiz mas agora não. Agora qualquer um deles A Adriana e o Nuno fazem coisas em Flash que nnca ninguem irá fazer com HTML. E acho que é tudo uma questão do uso que o sÃtio vai ter. Agora funcional não é mas nem tudo tem que ser funcional, convém mas não tem de ser.
Não percebi se a troca de palavras entre o Ivo e Nuno foram as que eu ouvi nuo fim das apresentações eu acho que foi um má interpetação das palavras. E pelo que o Ivo disse resolveram isso ao almoço.
O Ivo falava em arquitectura de informação e esta pode ser interpertada de várias formas mas pelo o que eu entendo nenhuma delas passava pelo fim do trabalho do designer.
Alexandre
14 de Julho de 2006, 22:42
O Flash é usável e acessivel, mas têm de ser muito bem feito e pensado, e não falo apenas dentro do espaço web.
O meu trabalho como designer é sempre desenvolver objectos funcionais, mas infelizmente nada será tão simples, vai depender do conceito de design de cada um, do processo de trabalho, da equipa, do orçamento do cliente, do projecto, do público…e por aà fora.
José Pacheco
17 de Julho de 2006, 23:57
“é muito fácil a um designer criar algo bonito e pouco utilizável e também é muito fácil a um developer fazer algo muito utilizável e correcto mas feio”
::::::::::::::::::
Todo o designer tem um propósito e um único apenas: resolver um problema. Neste caso o designer tenta conciliar a estética com o bom funcionamento do objecto neste caso em especifico para web a interacção com a interface. Um bom site em flash pode ser esteticamente agradável e funcional (depende do publico alvo)… Assim como um site sem ser em flash pode funcionar bem em termos de navegação, mas o mau uso da estética (cor, pesos, grelha, etc etc) afastar o utilizador…
Só queria acrescentar mesmo esta nota
. E dar os parabéns a todos os oradores que se pronunciaram aqui dando continuidade a um debate que só mesmo nestas circunstâncias se poderia prolongar (pela internet).
andr3
18 de Julho de 2006, 22:40
@Adriana:
Nobody said Flash wan’t popular. Noone. Flash IS popular and certainly has its purposes. And the webstandards world isn’t the solution to all problems. Maybe Flash will become more accessible, but please, don’t make the common mistake of thinking accessibility only matters for disabled people. I’m not disabled, fortunately, but still it irks me that I can’t share a direct link for a section in a flash-only website. Also, I cannot open new sections in tabs. These are accessbility issues and I’m not disabled.
Like I said many times, Flash has a lot of advantages but also introduces a lot of barriers. You have to be careful when you choose to go with it for a project. You seem to have that knowledge, since you mentioned you told your client not to go with flash for your e-comm site… Well done, but don’t get too defensive on the subject, noone’s acusing you of anything. We’re all pals here!
And in defense of Ivo, he only mentioned that nowadays the tendency (which could be jst like in the fashion world, it can fade out) is to have the users build the content of the website (digg, flickr, etc) and that doesn’t exclude any webdesigners — flash or not.
Oh, and awesome that you got to meet Zeldman… Truly one of the pioneers and biggest pushers in this area. Right along with Molly.
@Nuno:
Acho que não tem muito a ver com presente vs futuro. Tem a ver com a mensagem que se quer transmitir com um site. Adorei, por exemplo, o portfolio do teu ex-professor Mário Bismark. Um bom exemplo de como o flash pode funcionar bem na web, num contexto multimédia e visual. No entanto, tal como tu próprio disseste, há situações em que o flash não se adapta, e para isso há que considerar outras opções.
Acho o grande problema foi que as apresentações jutaram dois segmentos diferentes/opostos do webdesign. Aqueles que se preocupam extremamente com a transferência de informação num formato acessÃvel e aqueles que se interessam pelos aspectos multimédia.
) entre os dois. Mas mesmo assim, há sites que dispensam desse nÃvel de preocupação com a acessibilidade e podem/devem usufruir de todas as vantagens de interacção que o Flash oferece.
Como eu costumo dizer, demasiada preocupação com a acessibilidade, fora de contexto, pode até deter alguma inovação. Para isso é que existem designers e developers. Há que haver a tal interdisciplinariedade (mais fácil escrever do que dizer
Não tem que ser Flash vs (X)HTML… Ambos estão aqui para ficar. E ainda bem que não se entrou na discussão HTML vs XHTML, senão ainda muito mais havia para dizer! LoL
andr3
18 de Julho de 2006, 22:46
Ops, com isto tudo esquecime do que vinha cá fazer…
Parabéns Ivo e um abraço também para ti. Gostei da apresentação e vou usar o teu PDF como referência quando tentar implementar as dicas de usabilidade que deste. Vou também referir o teu site/pdf sempre que alguém me colocar questões sobre usabilidade.
Well done!
Gostava de ter a tua coragem para falar assim de assuntos importantes.. acho que tá na altura de começar-se a falar de Javascript a sério cá por estas bandas, mas não sei se sou a pessoa mais indicada para o fazer. O AJAX é realmente muito bom, mas pode arruinar o trabalho que muita boa gente andou a fazer em prol da acessibilidade na net…
Ivo Gomes
19 de Julho de 2006, 08:11
Obrigado André!
Excelentes comentários.
Quanto ao Javascript e AJAX, inicialmente, porque era novidade, as pessoas começaram a usá-lo para tudo e mais alguma coisa. Foi uma época de experiências. Até eu experimentei algumas coisas aqui no blog em AJAX e depois removi-as. Começou-se a temer que o uso da tecnologia começasse a ser demasiado abusivo, tal como aconteceu com o Flash há uns anos quando apareceu, no entanto parece que a fase das experiências terminou e finalmente estamos a ver o uso tanto do AJAX como do Flash para algo realmente útil.
Só para dar alguns exemplos, o AJAX é muito bem utilizado no Flickr. Facilita bastante o facto de poder editar os dados de uma fotografia sem ter que sair da página e sem ter que esperar que sejam carregados formulários complexos. Basta clicar no nome e editar.
Quanto ao Flash, o Google Video e o YouTube usam o Flash para eliminar a necessidade de codecs de video. Quantas vezes já não descarregámos um filme (AVI, MPEG, MOV, etc) e depois ele não funcionava porque faltava o codec XPTO? Com o Flash eliminou-se um grave problema de incompatibilidade de codecs e disponibilizaram-se os vÃdeos ao maior número de pessoas possÃvel (desde que tenham o plugin do Flash, obviamente).
Portanto, tudo tem um lado bom e tudo tem um lado mau (especialmente se for usado em excesso).
andr3
19 de Julho de 2006, 16:20
Exactamente Ivo. Acho que o Flash nos últimos tempos assumiu-se como a melhor forma de distribuir vÃdeo, o que só aumenta o seu propósito na net.
Quanto ao AJAX, existem 1001 exemplos de bons usos, mas existem 1001^10 exemplos de maus usos na net! Tal como todas as modas há quem a use para melhorar o seu trabalho, e outros apenas para seguirem as tendências, “to be cool”… LoL Acho que precisamos de começar a difundir outros acrónimos: Hijax e AHAH (q acronimo idiota! lol), mas especialmente o Hijax! (googlem
)
Mário Valeira
20 de Julho de 2006, 22:10
Utilizar flash acaba sempre por trazer varios inconvenientes:
Sites e/ou animações pesados (por vezes!)
falta de ergonomia MUITAS vezes
e principalmente um grande problema em termos de referenciamento natural uma vez que os spiders conseguem ler a extensão SWF mas não conseguem decifrar o conteudo em si.
Ja agora, os videos em flash não resolveram os problemas de visualização… so simplificaram.
Ao passo que os videos em AVI precisavam de N codecs, os videos em flash so precisam do plugin Flash MAS nem todos os internautas têm o codec instalado.
Parabéns Ivo GOMES pelo seu site e pelos temas abordados.
Eduardo Almeida
20 de Agosto de 2007, 15:40
blog muito bom!!!!
o melhor q ja vi….
parabens ivo.