Design e Ergonomia no controlo de pessoas

Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Em Londres começou a ser testado em algumas estações de Metro um sistema gráfico que permite melhorar as entradas e saídas das carruagens. Através de um simples desenho no chão, poderá ser possível fazer com que as pessoas que querem entrar na carruagem possam esperar primeiro que as outras saiam. Desta forma evitam-se confusões e empurrões desnecessários e incómodos.

Entradas e Saídas no Metro de Londres
Foto: http://www.creativereview.co.uk/crblog/mind-the-graphics/

Infelizmente nem todas as pessoas têm o civismo suficiente para esperar primeiro que as carruagens esvaziem antes de entrar (o Metro de Lisboa tem o mesmo problema), pelo que a introdução deste sistema poderá ajudar um pouco a mudar algumas mentalidades.

19 Comentários

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    Miguel

    14 Março, 2008, 13:22

    O metro tem é de parar sempre no mesmo sítio :)

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    Bruno Figueiredo

    14 Março, 2008, 13:34

    Utilizo o metro londrino todos os dias e nao vejo acontecer esse problema. As pessoas costumam ser civilizadas por aqui. Os graficos no chao tambem nao vejo que ajudem pois quando acontece ter de se esperar que as pessoas saiam quer dizer que a plataforma esta cheia e nessas alturas as pessoas nao conseguem ver o que esta no chao. Normalmente enquanto esperam e entram na carruagem as pessoas estao atentas as outras e nao ao chao. E o mesmo problema que vejo com as cencelas do metro em Lisboa. A seta esta de lado, em baixo, ou em cima, nao ao nivel dos olhos. Aqui em londres estao ao nivel dos olhos e funciona melhor.

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    Bruno Figueiredo

    14 Março, 2008, 13:36

    Miguel: aqui normalmente para, porque as carruagens enchem a estacao de uma ponta a outra. Nunca as contei mas devem ser umas oito. Nalgumas linhas (as centrais que andam a superficie) sao mais ainda.

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    Filipe Carvalho

    14 Março, 2008, 14:36

    Boas,

    Esse sistema já existe aqui no Porto, e posso dizer que não adianta nada…

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    Paula

    14 Março, 2008, 14:52

    Eu só utilizo o metro quando vou a Lisboa, mas tenho notado (quando a plataforma não está demasiado cheia) que o facto das pessoas não saberem onde fica exactamente a porta é benéfico porque dá tempo das pessoas saírem. Noto muito isto no comboio por exemplo. Quando há muita gente à espera isto não resulta, claro.
    É possível que o facto de haver marcas no chão que indiquem onde fica a porta do metro ou comboio em vez de ajudar, piore a situação.
    Quero dizer não sei até que ponto é que as pessoas acatariam os sinais.

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    Ivo Gomes

    14 Março, 2008, 16:08

    Pelo que já estive a ler, este método já é utilizado em vários locais em todo o mundo (Japão, Tailândia, Singapura, Índia, etc…). Em alguns casos a circulação de pessoas realmente melhorou, mas também houve casos em que o facto das marcas indicarem onde estão as portas do metro fez aumentar ainda mais a concentração de pessoas nessa área, piorando a situação.

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    Ivo Gomes

    14 Março, 2008, 16:12

    Miguel: normalmente páram sempre no mesmo sítio. Tal como em Londres, as estações de Metro têm (tirando algumas excepções) o tamanho exacto do comboio (6 carruagens ou 4 carruagens, dependendo da linha).

    Na linha verde as estações estão a ser aumentadas para poderem colocar a circular comboios com 6 carruagens (já só devem faltar umas 3 ou 4), pelo que neste caso as estações já prontas são maiores do que o comboio. No entanto, eles todos param na ponta da estação, por isso as portas irão abrir sempre no mesmo sítio.

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    Bruno Figueiredo

    14 Março, 2008, 16:19

    Sinceramente parece-me um caso de excesso de sinalizacao, o que tem efeitos adversos.

    Sugiro que leiam este artigo:
    http://www.racfoundation.org/index.php?option=com_content&task=view&id=343&Itemid=35

    E tambem sobre o esforco holandes de retirar todos os sinais das estradas e dos efeitos positivos que alcancou:
    http://www.brake.org.uk/index.php?p=932

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    Jorge Oliveira

    14 Março, 2008, 18:13

    Para mim é sempre estranho ver a profusão de sinaléticas, sinais e etc’s a substituirem o uso do cérebro.

    Só neste país (para além de só neste país se dizer só neste país) é que se vê um sinal de proibido virar à esquerda juntamente com outro que diz obrigatório virar à direita.

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    Antonio Pratas

    15 Março, 2008, 13:51

    Ivo, acredito que no Japão funcione extremamente bem, visto que os Japoneses têm um grande cultura cívica e uma boa educação, no entanto em Portugal desconfio que resulte pois sinceramente temos muita gente que simplesmente não quer saber dos outros.

    É no entanto uma ideia óptima, pois respeitando esses sinais resolve bem o fluxo de entradas e saídas do metro.

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    Leonardo A. Souza

    16 Março, 2008, 03:26

    Eu já vi esse tipode sinalização em umas duas estações aqui no metrô do Rio de Janeiro. Mas parece que não adiantou muito não, o povo continua saindo e entrando que nem boi…

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    Cristian Trentin

    19 Março, 2008, 22:52

    Isso não iria funcionar no Brasil, em Curitiba é bem complicado conseguir sair do Onibus quando o mesmo chega em um terminal.

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    Catarina Santos

    25 Março, 2008, 22:53

    No Metro do Porto existe um aviso nas portas: “Antes de entrar deixe sair” (falta a vírgula). O que costuma acontecer é as pessoas que estão na estação à espera juntarem-se à porta deixando um pequeno semi-círculo vazio para as outras saírem, mas depois estas têm de furar a multidão em redor pois aquelas não deixam saída. Mesmo assim, acho que houve uma melhoria, mesmo que pequena.

    Há uns meses estava a viajar no Metro de Lisboa e, quando parou, ouvi um senhor lá fora a dizer ao filho pequeno: “Deixa as pessoas saírem primeiro”. Nessa altura fiquei extremamente satisfeita por saber que há pessoas com educação e civismo e que os transmitem à geração seguinte.

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    Diogo Stuart

    31 Março, 2008, 02:27

    No tempo que estive em Londres esse não me pareceu ser um problema assim tão grave; sem dúvida era melhor em comparação com as entradas e saídas no Metro do Porto.

    À primeira vista, a proporção de utilizadores do “Underground” de Londres em relação aos utilizadores do Metro do Porto deveria criar o efeito contrário, mas acho que não o faz.

    Penso que o tempo, o hábito e o civismo “resolve” de certa forma o problema, enquanto que no Porto o Metro é muito recente e as pessoas infelizmente não são normalmente muito civilizadas.

    Acredito que a sinalização, em ambos os casos (Porto e Londres), é benéfica.

    Não deixa de ser um artigo interessante. Acredito que a sinalização afecte em muito a decisão da maioria das pessoas em permitir a saída e passagem das pessoas, pois cria um limite psicológico.

    Não me parece que exista excesso de sinalização nesta situação.

    Em termos técnicos do Metro em si, o Metro já parava aproximadamente no mesmo sitio, por isso agora os maquinistas tem que apenas estar um pouco mais atentos a cada paragem.

    Por fim, a minha ideia alternativa para solucionar este problema seria a de aproveitar as duas portas por carruagem para fazer uma porta de entrada e outra de saída, criando assim uma fluidez mais natural das pessoas: enquanto umas saem, outras entram, e o processo é, na teoria, mais acelerado, penso eu.

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    PR

    7 Abril, 2008, 12:02

    Boas, tive em Paris há cerca de 3 meses e já tinham esse sistema! E a verdade é que funciona!

    PR
    http://pequenos–apontamentos.blogspot.com

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    Marcos Cláudio Fontella

    10 Abril, 2008, 09:37

    _É uma questão de educação pura e simples.
    _Bom dia, senhor ministro, uma pergunta simples o que é ergonomia?
    _Uma reposta fácil: é a ação preditiva de adaptar as tarefas e funções para melhor execução dos trabalhadores sem danos para sua saúde e com bem estar para o funcionário.
    _Quanto o governo gasta com trabalhadores acidentados em suas atividades por afastamento, tratamento, havia naquela empresa um cômite de ergonomia adaptando uma tarefa para o desempenho do funcionário consiga trabalhar bem e seguro.
    _Quem pode fazer mais pela a utilização da ergonomia e trabalhador hoje de forma mais expressiva a frente do seu tempo, pois, o futuro criamos com atitude agora, já imediatamente e depois formalizamos, estou indo agora para uma reunião da ergonomia da minha empresa, quer vir comigo, a tarefa não é mole não, se fosse também não participaria.
    _Senhor ministro um caminho para evitamos muita dor as famílias brasileiras é a ergonomia.

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    Marcos Cláudio Fontella

    10 Abril, 2008, 09:40

    _Vá as autoridades cobre.
    _Hoje as empresas sérias no mundo buscam na ergonomia o caminho para evitar acidentes; ontem buscavam a prevenção com ações preventivas hoje são ações preditivas que antecipam as preventivas.
    _A importância e as perdas causandas pela não utilização de ferramenta a curto, médio e longo prazo causam prejuizos com a avastamento defintivo das funções do funcionário bem como perdas para a empresa tanto pela mão de obra, experiência de quem executava a função (até a daptação de alguem para oculpar o lugar do acidentado e ou afastado por lesão permanente ou temporária para ficar sofrendo da mesma ação que causou o afastamento do outro funcionário pela forma incorreta de executar a função ou pela não adaptação da forma de executar a tarefa), como pelo aspecto legal e social mostram que em determinada empresa houve mil afastamento de funcionarios por lesões na coluna em dez anos, cem funcionário com perdas se partes da capacidade auditivas em quatro anos como por exemplo.
    _As unidades de saúde carregam os números de afastamentos e lesões permanentes, com avastamento ou mudança de função por danos definitivos que são fatos mais comprovados da ausência de ergonomia.
    _Os equipamentos de proteções individuais são adaptações para que os funcionários não tenham lesões e trabalhem seguros durante as suas funções rotineiras, as proteções são anteriores a existência da ergonomia, mas, já havia a necessidade de adaptar para não perder.
    _Os dinossauros não se adaptaram ao meio, hoje não existem mais, estão extintos.

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    jose cruz

    2 Maio, 2008, 15:16

    Tenho dúvidas que o sistema grafico a implementar nas estações portuguesas tenha alguma eficácia.

    Tratar-se-á de uma questão de cultura e educação, valores que temos vindo a perder ao longo dos anos.

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    Diogo Stuart

    2 Maio, 2008, 15:56

    Quando o metro do Porto colocou os sinais nas portas a dizer para deixar primeiro as pessoas sairem, passou a formar-se uma bolha em frente às portas. Continua a não ser muito prático.

    No entanto, quando colocaram os sinais no chão nas paragens de autocarro do Porto, que indicam a direcção de espera para gerar uma fila de pessoas sempre da mesma forma, mais segura e eficaz, as pessoas no início ficaram um pouco confusas, depois habituaram-se e por fim, quando os sinais desapareceram (a maioria fica ao ar livre) as maioria das pessoas manteve o habito que o sinal incutia, havendo normalmente 3 ou 4 pessoas fora dessa ordem.

    Se o sinal no chão para os autocarros funcionou, porque é que o do metro e quem sabe aplicável nos comboios, não funcionaria?

    A junção do sinal da porta do metro com a sinalização no chão daria as ultimas instruções para as pessoas posicionarem-se correctamente.

    Não acho que a cultura portuguesa seja assim tão maléfica como a descrevem, nem acho sequer que é uma questão de cultura. Acredito que é apenas uma questão de educação individual, também é normal que numa sociedade exista sempre algum tipo de excepção, em qualquer área e numa certa proporção.

    O caso do sinal no chão dos autocarros é um exemplo de que os sinais incutem um factor educativo, a sua presença não necessita de ser constante e tem um factor positivo.

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Sobre este Artigo

 

Sobre o Autor...

Ivo GomesIvo Gomes tem 29 anos e é licenciado em Ergonomia pela FMH. Durante o curso especializou-se em Ergonomia de Sistemas de Informação e actualmente trabalha como Consultor de Usabilidade na log onde ajuda a desenvolver soluções web centradas no utilizador.

É sócio da Associação Portuguesa de Ergonomia, da Usability Professionals Association, e sócio fundador e membro do Conselho Directivo da Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade.

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