“Captchas” e Acessibilidade
Quarta-feira, 12 de Outubro de 2005
Estive a ler um artigo publicado no site El Factor Humano sobre “captchas” e acessibilidade e achei excelente. A análise feita pelo Nelson Rodriguez-Peña foi muito bem feita e tendo em conta o estado actual de SPAM nos comentários, cada vez mais sites usam este tipo de protecção. No entanto, em termos de acessibilidade a utilização de “captchas” pode ser uma verdadeira barreira.
O que são “captchas”?
Primeiro que tudo convém explicar o que são “captchas”. A palavra “captcha” é uma abreviação de “Completely Automated Public Turing Tests to Tell Computers and Humans Apart”, ou seja, é basicamente um mecanismo automatizado que serve para distinguir humanos e máquinas e foi usado pela primeira vez pelo Altavista em 1997.
Onde são usados os “captchas”?
Este mecanismo é usado normalmente em formulários de registo ou de comentários em vários sites e blogs. A razão pela qual se usam os “captchas” é para evitar que sejam feitos registos ou sejam inseridos comentários automaticamente por um script ou um robot. Ao mostrar uma imagem de um texto distorcido, pede-se ao utilizador que escreva esse mesmo texto numa caixa à parte. Desta forma faz-se a separação entre um utilizador humano real e um script gerado por um crawler ou robot.
A análise
A análise do Nelson centra-se na dificuldade ou impossibilidade de alguns utilizadores conseguirem ler o que está escrito nos “captchas”. Por exemplo, um utilizador cego nunca poderia aceder a um site que requeresse a leitura de um “captcha”. Outros utilizadores que tenham desligado as imagens ou usem navegadores de texto também podem não se aperceber que é necessário visualizar uma imagem para poder aceder a determinadas áreas de um site.
Há ainda os casos em que as letras estão tão distorcidas que muitas vezes não se percebe que letra é.
Para resolver, ou não, estes problemas, o MSN utiliza dois tipos de “captchas”: um com imagem e outro sonoro. Os utilizadores que não conseguirem ler a imagem podem ouvir o código que têm que inserir para poderem aceder aos conteúdos. Parece ser uma boa solução, no entanto falta saber se é fácil chegar a essa informação sonora facilmente…
Ivo Gomes tem 30 anos e é licenciado em